domingo, 9 de agosto de 2009

filme com fatos reais

perdões e autocríticas,
razões com mínimas
insinuações.

acompanhar quaisquer ideias,
sejam minhas, suas ou nossas.
essas meras abstrações.

registrar fatos
e retornar às sombras
esfaceladas de decepções,
a fim de firmar luzes
selvagens sem sezões.

amar a fraqueza,
para dela absorver
quão profundo constroem
todas essas relações.

afinal,
nada há mais que
sentir forte para ser forte.
célebres lentidões de conclusões.

terça-feira, 2 de junho de 2009

onde foram parar minhas palavras?

só queria subir nas asas de uma águia.
águia essa que me suportasse,
pra levar bem alto.

lá do alto, me soltar...
na queda... visões, passagens, ventos, fios e frios.

mas tem o bom,
porque pousaria leve,
bem leve,
leve demais
sobre uma nuvem de algodão.

uma nuvem como tapete que me desceria,
desceria até a superfície do oceano.
pra daí então, mergulhar e ver sereias e corais e fantoches.

obrigada, boa noite.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

entre(m) dores

nesse sete seriam cinco.nesse desespero exasperou-se o abraço.nesse silêncio mastigou-se a dor.nessas lágrimas pesou-se o lamento.nesse caminho traçou-se o não vir.nesse fim fica a falta do que falar.nessa culpa resta a mim aceitar.

e sobram.

são sombras taciturnas a andar sozinhas.

sábado, 4 de abril de 2009

They never met...

All these people drinking lover's spit
They sit around and clean their face with it
And they listen to teeth to learn how to quit
Tied to a night they never met

You know it's time
That we grow old and do some shit
I like it all that way

All these people drinking lover's spit
Swallowing words while giving head
They listen to teeth to learn how to quit
They'll take some hands and get used to it

You know it's time
That we grow old and do some shit
I like it all that way


(or not)

sexta-feira, 20 de março de 2009

Pintado Cru

Arremesso cálidos ensaios de ação.
Observo sínteses na soma de pontos.
Cada opinião teria assim uma versão.

Cada manifesto trôpego de suor e lágrima.
Da tensão fez nascer a marca profunda.
Imersa no sangue singelo de uma lástima.

Venha ver a criança que chora,
Seu rancor elaborado de cinzas,
Cada vítima de um erro que ignora.

Fale fechado para si
E revele a máscara cruel de
Cada beco discreto que te devora.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Por assim dizer

Prossiga na insensata corrida das palavras.
Sentidos te enganam e me superam.
Instintos me agarram e te arranham.
Só precisava dizer:
Não queria perder em mim.

Quando chega o fim?
No inesperado momento da surpresa,
Na torpeza da minha fraqueza,
No limite de tudo que seria seguinte.
Não queria perder em mim.

Na malícia dos acasos, fiz o vir.
Na tentação dos olhares, desisti.
Contei por ser covarde,
Pra aliviar o que arde no peito.
Não queria perder em mim.

Nem sou grande,
Mais facilmente entrelaço em mim.
Como criança aprendiz do andar,
Falo coisas e começo a chorar.
Não queria perder em mim.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

não é trava, é lógica.

abre. fecha. pisca. abre. solta. fecha. queima. pisca. pisa. assopra. solta. molha. come. queima. grita. arde. pisa. alivia. arde. alivi. grita. come. aliv. molha. assopra. ali.