terça-feira, 21 de outubro de 2008

pra quem acha que felicidade não se compra

gente, hoje minha mãe teve uma saída excelente pra crises de carência. as minhas, em particular.

ao comentar com ela sobre minha oscilação de humor e uma, suposta, bipolaridade que me ataca, ela perguntou o que tinha acontecido, eu disse que nada. acho que resposta melhor eu não podia dar à ela, pra que eu ouvisse um "você ainda tem frutas em casa?". alguém me explica que raios minha carência tem a ver com ausência de frutas na minha alimentação. eu ficar sem comer maçã, não vai me fazer chorar e nem me achar insuportável, sabe? pelo menos, eu não me considero tão louca a esse ponto!

enfim, é do conhecimento popular que conselho de mãe não deve ser contrariado. então, não custa nada tentar, né? vou ali comprar umas pencas de felicidade, digo bananas. rs. ai ai, adoro as soluções simplistas da minha mãe... ou será que ela usou a palavra "frutas" em lugar de alguma outra, ein? hmm, pode ser também.

bom, pra quem sempre discordou do fato de dinheiro comprar felicidade, minha mãe pode tentar te convencer do contrário. cuidado!

minha família só tem gente louca. fato.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

nem parece

sabe quando vc acorda querendo fechar os olhos pro mundo?
em quatro paredes escritas e um teto hermético,
me deixe na bolha particular e só.

forço a dor dos músculos vulgares
pra anestesiar o peito que me aperta, querendo se rasgar.

não acredito e minto.
não te quero e vou.
não apareça e esqueça.
é desse jeito que sou
ou, no mínimo, estou.

no grito, covardes são vencidos.
com elogios, orgulhosos são rendidos.
com desapego, não sei no que me transformei.

é um tanto faz incômodo.
uma indiferença diferente.
a inquietude mestre do ser em pleno nada.

eu quero ver eu voltar.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

reconhecimento e revelações

a partir de uma luz intensa cegante.

num dos ambientes mais abertos que poderia, cresci.
poder-se-ia sentir
havia asas pra alçar vôo?

sempre ofereci colo,
dei conselhos e ouvi.
minha intromissão age por meus olhos.

me perco em pensamentos.
nunca ninguém me ensinou a fazer escolhas.
estendo a mão, mas não a prometo a ti.
meus lances de tinta são em preto e vermelho.
vire-se, pois meio-tom não tem aqui.

de silêncio, ciúmes e passado fiz, mas não esqueci.
nunca te falei que era paciente.
só sincera o bastante pra assumir
de boa moça, fica só a aparência.

não precisa susto.
cada um é o que reconhece no outro.
já pensou se eu impressionasse tanto quanto
50 quilos de uma tal estátua de ouro?