terça-feira, 1 de julho de 2008

ré na contramão

Escute falácias e discuta conceitos
Acumule sucessos deselegantes
Seja o rejeitado anti-herói
Porque o que te resta é o que corrói.

Eu sou um que pode ver

Tem o camburão, o cacetete e a chave
Eles te moldam ao seu próprio hospício
Isso é o tão falado comodismo
E ao meu redor, quanta baboseira
Tudo traz canseira.

Eu sou um que pode ouvir

Me acompanham e me interrogam:
Por que fez isso?
Fi-lo porque qui-lo
Uso placas ímpares nos dias pares
O chamo de anseio por novos ares.

Eu sou um que não pode sentir

Nada me comove.
Nem adianta falar de amores platônicos
Nem de meninos que perdem a infância nas ruas.
Fecho meus vidros e meus sentidos
Pra disparar minha arma nesses labirintos.

3 comentários:

Unknown disse...

Vi influências de violins heeehehe

Unknown disse...

Vê, ouve, mas não sente... isso não é digno de um verdadeiro anti-herói rejeitado, pois a rejeição é muito mais um sentimento do que uma situação. =P

mands disse...

boas palavras, dona lívia
nada mais anti-heróico do que não sentir