terça-feira, 19 de agosto de 2008

Fusão das partes

Como é gostoso o sabor das superações. Como é deslumbrante sentir orgulho, sem perder de vista o próximo obstáculo. Crescer dói, pensar requer habilidade e reações não admitem repetição do passado.

Em fase de ajustes, me sinto mais resolvida. Mesmo que tudo esteja pendente na minha vida, como que esperando o passar dos dias e as minhas respostas frente às cobranças. O resultado talvez só possa ser percebido por mim, mas não acredito. Somos influência um dos outros. Absorvo criticamente seus julgamentos de valor e capto de forma latente o julgamento da realidade, que, de certa forma, é senso comum social.

Em constante interação/conflito social, movimentos minoritários buscam sua inclusão, mediante a afirmação de suas diferenças sob um prisma igualitário. Afinal, qual a finalidade dos direitos humanos? Não seria a equiparação das minorias? Qual a amplitude de conceitos como dignidade da pessoa humana, igualdade e liberdade?

Cuidado com aparências, amigo. Nem tudo o que parece é, e quase tudo que é requer uma segunda análise, mais aprofundada. Não acredite em propostas barganhadas e lute por conquistas legítimas, que reconheçam a diversidade e pluralidade da sociedade moderna.

Somos o todo e que isso não se confunda com mera soma das partes. Além, somos a fusão entre as partes e que isso se confunda com o reconhecimento das diferenças e igualdades.

(Êêê! Depois de um jejum, voltei a escrever. Enquanto penso minhas loucuras que busco fazerem um sentido, desenferrujo minha mão.)

3 comentários:

Unknown disse...

zConcordo com muitas das coisas que você disse, mas tenho algumas observações a fazer. ehehehe... Não acredito que direitos humanos tenham apenas função de equiparar minorias. Quando penso em direitos humanos, penso em direitos universais, compartilhados por todos (maioria e minoria), que permitem uma convivência harmônica e respeitosa entre as diversidades (sejam elas maiorias ou minorias). Atualmente, algumas minorias não são tão hipossuficientes assim. Existem inclusive algumas que querem se manter como minorias pelo simple gostinho do "ser diferente".
Na verdade, direitos humanos universais podem acabar gerando contradições com a idéia que muitos defendem a respeito do pluridade.
A pluralidade pode ter dois enfoques: relativismo total e diversidade. E quando entendida como realtivismo total, pode acabar gerando algumas anomalias. Temos de fato uma pluralidade de valores sociais, mas esses valores não podem ser entendidos apenas quantitativamente, sem valoração específica. Assim, teríamos uma pluralidade de idéias, todas aceitáveis sobre determinado assunto, não havendo, dessa forma, uma única verdade, um único valor realmente "correto". Todas têm a mesma valoração sob o prisma de uma pluradidade inconsequente. Assim, fica fácil se eximir de responsabilidades sociais. Tudo é relativo, não existe um só caminho correto e sob determinado ponto de vista a minha negligência faz parte de um valor plural que não pode sofrer restrição, sob pena de se cometer a tão debatida discriminação.
Temos que tomar cuidade com a pluradidade a qualquer custo. A pluralidade deve ser entendida como diversidade. Diversidade que reflete um contexto socio-cultural marcado por vivências distintas.
Defendo o respeito à diversidade, desde que isso não represente a negação de toda e qualquer unidade, de toda e qualquer verdade universal. Para o convívio social precisamos da unidade. A unidade representada por direitos iguais para todos, representada por meio de contratos... criticamos tanto a uniformidade, mas não conseguimos viver sem ela. Ela é a garantia que temos contra a usurpação de nossos direitos pelo relativismo total.

Issaí, qndo terminar de ler vai estar cansada já! ahahahaha =PPP
beijos!

livia dias disse...

lora, vc me deu orgulho com esse discurso nerds! haahaha

olha, eu concordo com alguns pontos colocados por vc (ou por nosso coleguinha habermas, rs), mas discordo forte com vários outros.

não acho que exista uma verdade universal, mas, realmente, necessitamos da unidade a fim de manter um convívio pacífico entre os indivíduos. Só que a unidade não é provocada por uma verdade absoluta, mas pela moral e pelas normas jurídicas, que buscam tornar os comportamentos previsíveis. Assim, não se trata de verdades, mas de previsibilidade. Acho que a pluralidade não vira caos, devido à previsibilidade estipulada por regras e princípios.

Quanto aos direitos humanos serem universais, não há como negar que, enquanto sujeitos de direitos, todos temos garantias e direitos individuais. No entanto, não há como discutir a finalidade afirmativa dessas normas perante as minorias, de acordo com nosso estado democrático de direito. Há dois conceitos essenciais, então: democracia e cidadania. O primeiro refere-se ao poder de mando conferido às maiorias, enquanto o segundo concebe cidadãos somente quando detentores de direitos e deveres, o que reflete diretamente na auto-estima de cada um e que visa ao reconhecimento dos discriminados (idéia essa do honneth). Grotescamente comparando, seria um estilo parecido ao sistema de freios e contrapesos?

Mirella Yoshida disse...

Gente... advogado consegue escrever/falar mais do que jornalista. MELDELS! Eu preciso sempre descontrair (uma fuga da realidade?)

Acho importante essa sua reflexão. Isso mostra o quanto é sempre bom a gente se reciclar. Porque a vida é realmente mutável.

Não acredito em leis, em coisas amparadas em sistemas. Acredito em mim e nas pessoas. No que eu sou, no que cada um é. Sem querer ser ou fazer parte de uma sociedade, ou de algo que é considerado padrão, modelo.
De qualquer forma, gosto de pensar em cada um como indíviduo único. Pra mim, é estranho termos a necessidade de tentar se encaixar e fazer parte de um grupo. Afinal, ser minoria, é também excluir a maioria que não é igual a você no grupinho.

Ser a gente mesmo já é tão difícil. Bom mesmo é fazer o que quiser, sem ter que levantar bandeira ou fazer parte de nichos. Somos diferentes, nenhum indivíduo é igual ao outro, como você mesmo disse.

No final de tudo, essa "discussão"
acaba soando contraditória, já que vivemos e somos regidos pela sociedade e seus padrões. E isso é quase que subconsciente.A verdade é que nunca estaremos livres de julgamentos, de padronizações ou exclusões.
A diferença está em como e de que forma nos colocamos perante o mundo e tudo que nos cerca. E principalmente em como deixamos as pessoas e o mundo nos preocupar/afetar.