sabe quando vc acorda querendo fechar os olhos pro mundo?
em quatro paredes escritas e um teto hermético,
me deixe na bolha particular e só.
forço a dor dos músculos vulgares
pra anestesiar o peito que me aperta, querendo se rasgar.
não acredito e minto.
não te quero e vou.
não apareça e esqueça.
é desse jeito que sou
ou, no mínimo, estou.
no grito, covardes são vencidos.
com elogios, orgulhosos são rendidos.
com desapego, não sei no que me transformei.
é um tanto faz incômodo.
uma indiferença diferente.
a inquietude mestre do ser em pleno nada.
eu quero ver eu voltar.
dar e receber (ana ser)
Há 15 anos
2 comentários:
Líííívia, muito bom, que lindo!!!
Sério, mandou bem, causou emoções por aqui!
bjoss
nem parece que foi ontem que o acontecido aconteceu.
nem parece que o esperado num instante desapareceu
nem parece que foi lá
nem me parecia ser um lar
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