terça-feira, 25 de novembro de 2008

Pra dias de pinheiro fajuto

Entre bobices e gracejos
Fiz do meu o seu também.
Quem diria que de um começo tão torto
Surgiria um carinho tão meigo
Cheio de pode ser e horas aquém.

Nasce um dia
E o meu cantinho é com você.
Deita a chuva
E no meu carro tem um b.
Dorme a noite
Quando ainda hei de te ver.

Com nossos risos, abraço o bom de mim,
Noto o quanto o tempo é relativo e
Como uso meus pronomes possessivos,
Ou seja, tudo sobre meu egoísmo.

Engraçado é perceber quão rápido
Um tornou-se dois
Mas que lentidão
De dois jungirem-se em um.

Sem versos finais,
Fica a ser escrito todo o nosso,
que seja ou não permitido.
Mas que por linhas nada racionais há de vir.

Que o pode ser seja sim.

2 comentários:

Eduardo Bomtempo disse...

Estou atônito. Muito bom, dona Lívia. Saudades e "que o pode ser seja sim"...

Unknown disse...

posso usar pra tentar musicar? prometo q vc terá participação nos royalties