quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Pique-pega

Na raça da mãe e no esquecimento do pai
Fez de todos os “ais” um aberto oi
Sempre se perdeu em frases
Nunca se deu tanto a rapazes

Mas o que hoje importa é acordar.
Saudade do cheiro de massinha
Afinal somente na infância é que
Coroas de papel fazem ternas rainhas.

Do pesadelo, acordou suando.
Da responsabilidade, suou frio.
Das pessoas, disse não sou.

Sua desvantagem era sentir,
Fosse preconceitos, músicas, olhares ou mentiras,
Tudo lhe dava um peso excessivo
E conferia um sentido nocivo a cada uma das feridas.

Perdão, mas meus erros são infantis
Como quem não soubesse agir
Com o tamanho e a idade que tem.
Acredite não é nada com maldade.

Quando criança, quebrava copos.
Quando maior, quebrava ossos.
Quando grande, quebra corpos.

Ei, conte com meus ouvidos
Pois bem disse quem soltou:
Feliz não é o homem sem amigos.

Um comentário:

Eduardo Bomtempo disse...

Larga de ser fofa e foda.

"Uns como que suspiros
De amor, uns ternos ais".
Beijão.