quinta-feira, 9 de outubro de 2008

nem parece

sabe quando vc acorda querendo fechar os olhos pro mundo?
em quatro paredes escritas e um teto hermético,
me deixe na bolha particular e só.

forço a dor dos músculos vulgares
pra anestesiar o peito que me aperta, querendo se rasgar.

não acredito e minto.
não te quero e vou.
não apareça e esqueça.
é desse jeito que sou
ou, no mínimo, estou.

no grito, covardes são vencidos.
com elogios, orgulhosos são rendidos.
com desapego, não sei no que me transformei.

é um tanto faz incômodo.
uma indiferença diferente.
a inquietude mestre do ser em pleno nada.

eu quero ver eu voltar.

2 comentários:

Mariana disse...

Líííívia, muito bom, que lindo!!!
Sério, mandou bem, causou emoções por aqui!
bjoss

Eduardo Bomtempo disse...

nem parece que foi ontem que o acontecido aconteceu.
nem parece que o esperado num instante desapareceu
nem parece que foi lá
nem me parecia ser um lar